Secretário quer resolver problema da greve dos professores e admite "estrago" com paralisação.
O secretário estadual
de Educação, Átila Lira, afirmou que irá repensar sua pré-candidatura a
prefeito de Teresina pelo PSB quando o impasse com os professores em
greve terminar. Ele voltou a pedir que a classe reflita sobre a situação
e reafirmou que o reajuste aprovado na Assembleia Legislativa é o
limite que o Estado pode pagar. Na quinta-feira (3), Governo e Sindicato
dos Trabalhadores em Educação voltam a se reunir para tentar novo
acordo.
Átila Lira usou sua situação política para
reafirmar que o Estado não tem condições de arcar com reajuste maior.
"Todo mundo fica achando que a gente não dá o aumento porque não quer.
Qual é o governante que quer deixar de ser bom? O governador quer ser o
melhor para todo mundo. Ele não dá o aumento porque está no limite. A
obrigação federal é de nós darmos o piso. (...) Eu sou candidato a
prefeito, meu nome está aí. Você acha que eu não gostaria de estar sendo
o bonzinho, inventando soluções fáceis? Nós estamos sendo sinceros,
pedindo encarecidamente pela educação", declarou em entrevista no Jornal
do Piauí desta quarta-feira (2).
O deputado
federal licenciado afirmou que vai avaliar politicamente a situação. Ele
tem até o mês de junho para deixar a secretaria se quiser disputar as
eleições para prefeito. "Vou fazer uma avaliação porque o estrago foi
grande. Nós temos um trabalho grande. Eu não tenho essa ambição
eleitoral. Eu só vou ser candidato a deputado federal se na época tiver
condições. Senão, eu já tenho a missão bem cumprida", disse Átila Lira,
ressaltando que seu sonho é concluir a implantação do sistema de tempo
integral nas escolas do Piauí.
Dois meses de greve
Átila
Lira acredita que a greve só tem força ainda em Campo Maior e Teresina.
Na capital, metade das escolas estaduais seguem fechadas. Para ele, a
paralisação segue por falta de esclarecimento sobre a proposta, o que
motivou uma nota divulgada nas emissoras de TV sobre os percentuais de
reajuste.
"O governo aprovou o piso salarial
para os professores de acordo com a lei nacional. Portanto, está
cumprido esse ponto. Para quem está acima do piso, o governo concedeu
aumento de 8%. (...) O sindicato tem uma postura legítima de lutar por
mais recursos achando que o governo do estado pode pagar. O governo do
estado está pagando dentro do seu limite orçamentário. Não tem como
aumentar", reafirma Lira.
O secretário também
desmentiu que o salário dos professores seja pago com verbas federais.
Segundo o gestor, maior parte dos gastos em educação são pagos ocm
recursos próprios do Estado.
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