A história está aí, implacável, para provar que, quando
quer, o eleitor parnaibano faz a mudança
necessária no cenário político local, quando o assunto é a escolha de prefeito.
Embora isso não prevaleça em se tratando de vereadores. Infelizmente.
Foi assim, no início dos anos 70, na eleição de Elias
Ximenes do Prado, que venceu o então deputado Ribeiro Magalhães, enfrentando
toda a estrutura do governo Alberto Silva e a maior liderança política de
Parnaíba de todos os tempos, João Silva Filho.
Venceu Elias, que não parnaibano é, sufocando a “xenofobia”
ou bairrismo existente naquele tempo, de forma muito acirrada, contra
“forasteiros”.
Depois, Mão Santa, final dos anos 80, enfrentou o mesmo
governo Alberto Silva (2º), com um poderio econômico enorme, e venceu as
eleições, porque a população achava que era a hora dele, Mão Santa, que já
havia sido derrotado várias vezes.
O fato repetiu-se com Paulo Eudes, em 2000, que derrotou o
ex-prefeito Moraes Sousa Filho, candidato à reeleição, mas que o eleitorado
entendeu que ele não teve responsabilidade com o primeiro mandato recebido. E
Paulo Eudes venceu, cumpriu o mandato e decidiu também se candidatar ao segundo
mandato: Foi fragorosamente derrotado por José Hamilton, que derrotou de uma
vez só o prefeito de então, o candidato de Mão Santa (Júnior) e o de Zé, filho
(Antônio Tomaz).
Sempre na dele, o eleitorado é reflexivo e tem um carinho
enorme pela sua cidade, que não deseja ver na mão dos maus, daqueles que
desejam o poder apenas para se locupletarem.
As Eleições 2012
Agora surge o nome de João Unimagem, disputando a
preferência popular em algumas pesquisas. As manifestações são da população,
independente do eleitor saber que partidos ou quantos partidos vão estar com
ele. Pesam aí o carisma pessoal do candidato e a sua simplicidade no trato com
o eleitor, afora o fato de ser uma pessoa do povo, uma liderança surgida das
camadas populares.
Claro que os números favoráveis a Joãozinho até aqui suscitam
inveja, dão dores de cabeça àqueles que já estão há algum tempo na arena
política local. E ficam dizendo que o fato dele já haver decidido que seu
companheiro de chapa será o vereador Fernando Gomes o deixará sem partidos para
eventuais coligações. Mas, e daí se isso ocorrer?! Saem os partidos, com seus
“donos” e ficam os votos daqueles que não comandam partido algum, ou seja, a
grande massa popular.
É importante ter um leque de partidos para dar respaldo a
uma candidatura? É. Mas importante mesmo é a simpatia que o candidato desperta
junto às massas populares. Os partidos e seus “donos” são só complemento. São
importantes, sim, porque aumenta a
militância, porém, se o candidato não conseguir atrair para junto de si esta
gama de partidos que aí estão, “negociando” apoios, em troca de possíveis
cargos na administração, Tanto faz. O maior apoio é o do eleitor, que, aliás,
quando vota, nem que saber de Partidos. O importante é o candidato. E tenho
dito.


Nenhum comentário:
Postar um comentário