quinta-feira, 26 de abril de 2012

Eleições para a prefeitura e o poder de mudança do eleitor parnaibano


A história está aí, implacável, para provar que, quando quer, o eleitor parnaibano  faz a mudança necessária no cenário político local, quando o assunto é a escolha de prefeito. Embora isso não prevaleça em se tratando de vereadores. Infelizmente.
Foi assim, no início dos anos 70, na eleição de Elias Ximenes do Prado, que venceu o então deputado Ribeiro Magalhães, enfrentando toda a estrutura do governo Alberto Silva e a maior liderança política de Parnaíba de todos os tempos, João Silva Filho.
Venceu Elias, que não parnaibano é, sufocando a “xenofobia” ou bairrismo existente naquele tempo, de forma muito acirrada, contra “forasteiros”.
Depois, Mão Santa, final dos anos 80, enfrentou o mesmo governo Alberto Silva (2º), com um poderio econômico enorme, e venceu as eleições, porque a população achava que era a hora dele, Mão Santa, que já havia sido derrotado várias vezes.
O fato repetiu-se com Paulo Eudes, em 2000, que derrotou o ex-prefeito Moraes Sousa Filho, candidato à reeleição, mas que o eleitorado entendeu que ele não teve responsabilidade com o primeiro mandato recebido. E Paulo Eudes venceu, cumpriu o mandato e decidiu também se candidatar ao segundo mandato: Foi fragorosamente derrotado por José Hamilton, que derrotou de uma vez só o prefeito de então, o candidato de Mão Santa (Júnior) e o de Zé, filho (Antônio Tomaz).
Sempre na dele, o eleitorado é reflexivo e tem um carinho enorme pela sua cidade, que não deseja ver na mão dos maus, daqueles que desejam o poder apenas para se locupletarem.
As Eleições 2012
Agora surge o nome de João Unimagem, disputando a preferência popular em algumas pesquisas. As manifestações são da população, independente do eleitor saber que partidos ou quantos partidos vão estar com ele. Pesam aí o carisma pessoal do candidato e a sua simplicidade no trato com o eleitor, afora o fato de ser uma pessoa do povo, uma liderança surgida das camadas populares.
Claro que os números favoráveis a Joãozinho até aqui suscitam inveja, dão dores de cabeça àqueles que já estão há algum tempo na arena política local. E ficam dizendo que o fato dele já haver decidido que seu companheiro de chapa será o vereador Fernando Gomes o deixará sem partidos para eventuais coligações. Mas, e daí se isso ocorrer?! Saem os partidos, com seus “donos” e ficam os votos daqueles que não comandam partido algum, ou seja, a grande massa popular.
É importante ter um leque de partidos para dar respaldo a uma candidatura? É. Mas importante mesmo é a simpatia que o candidato desperta junto às massas populares. Os partidos e seus “donos” são só complemento. São importantes, sim,  porque aumenta a militância, porém, se o candidato não conseguir atrair para junto de si esta gama de partidos que aí estão, “negociando” apoios, em troca de possíveis cargos na administração, Tanto faz. O maior apoio é o do eleitor, que, aliás, quando vota, nem que saber de Partidos. O importante é o candidato. E tenho dito.

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